FGV DIREITO SP lança obra sobre Carandiru nesta quinta, dia 01º de outubro

28/09/2015[Atualizado em: 04/03/2016 - 11:08]

O passado do Carandiru estará sempre em nosso presente, enquanto responsabilidades não forem atribuídas e as péssimas condições carcerárias e a violência estatal que permitiram sua ocorrência permanecerem. Essa é a provocação instaurada pelas professoras Marta Machado e Maíra Rocha Machado, coordenadoras do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena da FGV Direito SP, e que nortearam o projeto “Carandiru não é coisa do passado: um balanço sobre os processos, as instituições e as narrativas 23 anos após o Massacre”.

Durante três anos, o Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena se dedicou a estudar como as instituições do sistema de justiça reagiram ao Massacre do Carandiru. Foi feita uma chamada pública para envio de trabalhos que se propusessem a refletir sobre o episódio do Massacre e suas permanências a partir de diferentes pontos de vista e nos mais variados campos do conhecimento. Essa dupla iniciativa resultou na coletânea editada pela Editora Acadêmica Livre da FGV Direito SP, no dia 01º, a partir das 20h. O livro conta com prefácio de Oscar Vilhena Vieira, diretor da FGV Direito SP. Haverá uma mesa redonda com os autores.

Marta Machado e Maíra Machado explicam que o Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena iniciou uma pesquisa sobre as respostas jurídicas e institucionais ao Massacre envolvendo o estudo do processo criminal, das ações de indenização dos familiares das vítimas, o procedimento da Corregedoria da Polícia Militar, a CPI na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e o processo no sistema interamericano de direitos humanos.

“Nos interessava saber como as instituições e os mecanismos do sistema de justiça, em suas diferentes instâncias de atuação, processaram esse caso”, explicam as professoras. Em relação à chamada de artigos, responderam especialistas das mais variadas áreas de atuação, tais como jornalismo, arquitetura, literatura, ciências sociais e cinema, além do direito.

“Entre os juristas, recebemos colaborações de alunos de graduação e mestrado, de professores, advogados, procuradores, defensores públicos e delegados. Além dos que responderam ao edital, alguns autores foram convidados a publicar trechos de pesquisas anteriores, em vários casos no âmbito de pesquisas de pós-graduação”, explica.

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