Pesquisadores da FGV Direito SP analisam papel das teorias feministas nos acordos internacionais sobre o clima

02/02/2018

As teorias feministas e o papel da mulher podem ser fundamentais na transformação social promovida pelos tratados internacionais. Este é o argumento que guiou os pesquisadores Bruno Pegorari e Douglas de Castro, do Núcleo de Direito Global e Desenvolvimento da FGV Direito SP, no paper The International Institutions as Promoters os Systemic and Symbolic Violence – Feminist Approach to The Climate Change Regime, apresentado na Conference Rethinking and Renewing the Study of Internacional Law in/from/about Latin America, no fim de setembro, na Colômbia.

Para os pesquisadores, uma das premissas das instituições internacionais seria a reprodução da lógica prevalente de discriminação que baseou a ideologia colonialista, marcada pela violência e que, de certa forma, é perpetuada na forma de violência simbólica manifestada na linguagem e no funcionamento da economia mundial.

Pegorari e Castro focaram sua análise nos acordos internacionais sobre regimes de mudança climática para identificar uma “gramática moral” das instituições no que concerne à discriminação contra a mulher, numa tentativa de construir uma teoria, sob a lente da teoria feminista no Direito Internacional, do paradoxo deste importante regime: enquanto a comunidade internacional reconhece a urgência atual para a sobrevivência do ser humano, o regime de mudanças climáticas sofre uma desconcertante apatia diante da falta de ação dos países.

O artigo dos pesquisadores foi aceito para publicação no Groningen Journal of International Law, Vol.5, Issue 2, importante publicação sobre tratados internacionais, a ser publicado em breve. Para acessar o paper, clique em http://bit.ly/2Es98rb

Comentários

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA de imagem
Digite o texto exibido na imagem.
To prevent automated spam submissions leave this field empty.

Portal FGVENG

Escolas FGV

Acompanhe na rede