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Adilson José Moreira, professor das disciplinas de Direito Antidiscriminatório e de Direitos Fundamentais da FGV Direito SP, lança a segunda edição, revista e ampliada, de seu livro Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica, pela editora Contracorrente. A nova edição já se encontra em pré-venda e o lançamento deve ocorrer entre o final de abril e começo de maio. A primeira edição foi finalista do prêmio Jabuti de 2020.

Esta edição incorpora dois capítulos que abordam temas centrais para a experiência do intérprete que pensa a partir da experiência de grupos subalternizados, aqueles sofrem formas sistêmicas de discriminação, e que se encontram em uma situação de vulnerabilidade e invisibilidade.

O primeiro aborda o tema da respeitabilidade social, assunto relevante para a reflexão sobre os meios a partir dos quais a circulação de estereótipos raciais legitima práticas discriminatórias contra negros. O segundo capítulo examina outros dois tópicos de grande relevância para o entendimento da experiência de vulnerabilidade da população negra: a interseccionalidade e a multidimensionalidade de opressões, conceitos relevantes para criarmos parâmetros mais inclusivos para a interpretação constitucional.

“Muitas pessoas falaram sobre o impacto intelectual e emocional que a leitura da primeira edição desta obra teve nas suas vidas”, explicou o professor, que trabalhou nos novos temas durante sua permanência como professor visitante na Universidade de Stanford, no primeiro semestre de 2023. “Acredito que o impacto agora seria ainda maior e mais libertador, uma vez que esta segunda edição contribui de forma significativa para a construção de uma prática constitucional emancipatória”, explica.

Sobre a obra

Considerado por certos autores uma importante contribuição para a formação do que tem sido chamado por certos autores de constitucionalismo negro, Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica se afasta das premissas da neutralidade e da objetividade para defender uma interpretação constitucional politicamente engajada, fundamentada no pressuposto de que cabe ao operador do Direito, no atual paradigma constitucional, interpretar normas legais a partir dos propósitos estabelecidos pela nossa ordem constitucional, notoriamente o compromisso com a construção de uma sociedade baseada nos princípios da dignidade, da solidariedade e da igualdade.

Saiba mais sobre o livro Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica