Advogados reconhecem o impacto da tecnologia, mas poucos escritórios a utilizam, aponta FGV Direito SP

10/12/2018

O mundo do direito parecia ser o último desafio para a onda tecnológica até que as startups focadas em desenvolver soluções tecnológicas para o mundo jurídico – mais conhecidas como lawtechs – surgiram, oferecendo, entre outros produtos e serviços, chatbox, programas capazes de fazer a leitura de milhares de decisões em questões de minutos e robôs que, por meio de algumas informações básicas, emitem uma petição inicial quase que instantaneamente.

Essas e outras inovações estão apenas começando, mas parece que a maioria dos escritórios de advocacia ainda não despertou para a novidade. Essa é a conclusão do estudo conduzido pelo Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação (CEPI), da FGV Direito SP, apresentado no dia 3 de dezembro.

Intitulado O Futuro das Profissões Jurídicas: Você está preparad@?, o estudo foi dividido em duas partes. A primeira, considerada qualitativa, conversou com 35 desbravadores tecnológicos no campo do direito para chegar a 4 conclusões:

1 – O grande volume de processos, teses repetidas e baixo retorno financeiro por demanda levaram os escritórios atuantes em contencioso de massa a investir em soluções tecnológicas;

2 – Há um processo de substituição de tarefas realizadas por profissionais da área jurídicas em andamento, concentradas em cargos mais baixos na hierarquia organizacional;

3 – Aumento da contratação de profissionais de exatas e as vezes até sem formação jurídica para compor e até mesmo coordenar equipes;

4 – Criação de arranjos organizacionais diferenciadas com o objetivo de obter maior integração tecnológico aos serviços jurídicos.

A outra parte da pesquisa, mais quantitativa, entrevistou 403 escritórios de advocacia de pequeno a grande porte para averiguar como é o uso da tecnologia. E concluiu que nove a cada dez escritórios consideram importante o impacto do uso de softwares em suas áreas de atuação, mas menos da metade utiliza a tecnologia para auxiliar em atividades jurídicas e apenas 25% para geração automática de documentos.

Para ler a pesquisa completa, acesse:

Sumário executivo da pesquisa qualitativa Tecnologia, Profissões e o Ensino Jurídico

Sumário executivo da pesquisa quantitativa Tecnologia, Profissões e o Ensino Jurídico

 

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