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Mulheres são subrepresentadas nos Conselhos de Administração das maiores empresas brasileiras

Presença feminina nas 100 companhias com maior valor de mercado da BM&FBovespa é de apenas 6%, em média.
Levantamento preliminar da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas aponta que, em média, a presença feminina nos Conselhos de Administração das 100 empresas com maior valor de mercado da BM&F Bovespa é de 6%, sendo que a percentual de homens e mulheres em cursos de formação superior é similar. A Noruega, um dos países mais desenvolvido na inclusão feminina das empresas, alcançou o percentual de 44% de mulheres nos conselhos.  A diferença entre as duas situações é que, desde 2005, a Noruega instituiu por lei a obrigação de as empresas preencherem uma quota mínima de 40% de membros de um gênero, seja masculino ou feminino, nos conselho de administração das empresas, depois de uma tentativa frustrada de uma adaptação espontânea. "No Brasil, o projeto de lei 112/2010, ainda em discussão no Senado, tenta reverter este quadro. Se convertido em lei, o projeto, entre outras medidas, adotará ações afirmativas para sociedades de economia mista e empresas públicas. “Porém, nada impede que essas medidas também sejam concedidas, paulatinamente, a outras empresas”, explica a pesquisadora Ligia Paula Pires Pinto Sica, coordenadora da pesquisa inédita no país sobre o tema abrangendo diversas áreas de forma interdisciplinar (em produção)." "O estudo, com previsão para terminar em 2013, pretende mapear toda a participação de mulheres em conselhos. “Queremos saber, por exemplo, quais são os critérios de seleção, que tipos de empresas são mais propensas a nomear mulheres, quais os potenciais benefícios de decisões estratégicas decorrentes da atuação de mulheres nos conselhos, entre outros assuntos”, complementa a pesquisadora Angela Donaggio, integrante do grupo." As empresas só têm a ganhar diversificando a sua composição. “Além de ser considerada uma boa prática de governança corporativa, estudos comprovam que mais diversidade no conselho aumenta o desempenho sustentável da companhia, diminui a exposição da companhia a riscos, adiciona valor às companhias, reduze o nível de conflito interno do conselho e proporciona melhor qualidade de atividades do conselho”, finalizam as pesquisadoras.